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quarta-feira, 25 de maio de 2016

Amor e amizade

Perguntei a um sábio, a diferença que havia entre amor e amizade.

Ele me disse essa verdade...

O Amor é mais sensível,

A Amizade mais segura.

O Amor nos dá asas,

A Amizade o chão.

No Amor há mais carinho,

Na Amizade compreensão.

O Amor é plantado e com carinho cultivado,

A Amizade vem faceira, e com troca de alegria e tristeza, torna-se uma grande e querida
companheira.

Mas quando o Amor é sincero ele vem com um grande amigo,

E quando a Amizade é concreta, ela é cheia de amor e carinho.

Quando se tem um amigo ou uma grande paixão, ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.




Desconhecido

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Simplesmente



Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. 

Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. 

Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos. 

Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. 

Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. 

Mas depois de muita análise e observação, 

se você vê que algo concorda com a razão, 

e que conduz ao bem e beneficio de todos, 

aceite-o e viva-o.





Buda

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Nenhum dia é igual


Podemos acreditar que tudo que a vida nos oferecerá no futuro é repetir o que fizemos ontem e hoje. Mas, se prestarmos atenção, vamos nos dar conta de que nenhum dia é igual a outro. 

Cada manhã traz uma benção escondida; uma benção que só serve para esse dia e que não se pode guardar nem desaproveitar.

Se não usamos este milagre hoje, ele vai se perder.

Este milagre está nos detalhes do cotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saída de nossas confusões, a alegria de nossos bons momentos, a pista correta para a decisão que tomaremos.

Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias são diferentes, porque estamos em constante processo de mudança.



Paulo Coelho

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Humanidade




Devemos nos lembrar que Deus quer que tenhamos determinados desejos e determinados prazeres. Não podemos viver na verdade se suspeitarmos automaticamente de todos os desejos e de todos os prazeres. Aceitar nossa condição humana é humildade, rejeitá-la é orgulho.

O Barão Friederich Von Hegel, em uma de sua cartas, descreve W. G. Ward (“O Ward Ideal”) como “uma alma ansiosa, parcial, grandiosa, injusta, embora não tenha esta intenção”, que, em seu leito de morte, viu o erro de sua vida – tinha exigido sempre que todos fossem como ele!

Esta é a raiz da falta de humanidade!

Thomas Merton

terça-feira, 5 de abril de 2016

Limitações do Ser Humano




As limitações intelectuais do homem diante do mistério do universo e de seu próprio mistério metafísico são totais e simples de explicar, comparando-se-as com a limitação dos outros animais, que o homem aceita e compreende (porque seu orgulho não está em jogo). 

Um cão, um gato, até mesmo uma formiga ou uma pulga podem apreender determinados fenômenos, coordená-los, imitá-los e repeti-los. Mas você não ensina uma pulga a nadar, assim como você jamais fará com que um cão leia um jornal, embora possa facilmente ensinar o cão a ir buscar o jornal na porta. Da mesma forma o homem, capaz de entender inúmeros problemas (isto é, de ir buscar o seu jornal metafísico), jamais conseguirá saber de onde veio, para onde vai e o que faz aqui. E, se você mandar que imagine o infinito, ele não consegue porque sempre acaba imaginando uma abóboda imensa (a do céu) que, naturalmente, tem um outro lado. 

Mas se, ao contrário, você quiser que ele imagine o finito, ele também não consegue porque acaba limitando toda sua imaginação com uma abóboda, aliás a mesma. E porque tem o cérebro limitado como o de qualquer outro animal, o homem se apavora diante da morte, sem saber que esta é apenas uma promoção intelectual saudada com uma gargalhada. 

Ao morrer, o homem, subitamente untado com uma inteligência superior (matéria pura), bate na testa (inexistente), percebe que o pesadelo era aqui e não lá, que, na verdade, agora é que ele está vivo, e exclama às gargalhadas; "Mas, era isso?" (Conversa com Alçada Baptista, Romancista Português.1968)





Fonte: Do livro, “O livro vermelho dos pensamentos”, de Millôr Fernandes

quarta-feira, 23 de março de 2016

Regue a própria alma



Depois de algum tempo você aprende a sutil diferença

entre segurar uma mão e acorrentar uma alma.

E você aprende que o amor não significa apoiar-se

e a companhia não significa segurança.

E você aprende a aceitar suas derrotas

com a cabeça mais erguida e os olhos mais abertos,

com a graciosidade de um aluno,

não com os ataques de humor de uma criança.

E você aprende que na escuridão da luta,

a aceitação e a entrega casam-se,

impregnando-o com nova vida.

E oportunamente você aprende

que mesmo o sol queima se você ficar exposto demais.

Assim você planta seu jardim

e rega a própria alma,

ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você é realmente forte.

E você é realmente merecedor.

E você aprende e aprende...

Tão certo como a aurora.

Vem...você aprende.



Autor desconhecido







Fonte: Do livro “Qual é o meu tipo?”, de Hurlley & Dobson

quarta-feira, 16 de março de 2016

Por um Mundo menos Idiota



Deveríamos parar de confundir e embolar alguns conceitos básicos: bondade não é sinônimo de burrice e autopreservação não é a mesma coisa que egoísmo. Tampouco, burrice se limita a falta de conhecimento e habilidades. Vamos por partes como um bom esquartejador?

Ser bom é estar aberto ao outro, às necessidades do outro, é tratar as pessoas com respeito e cortesia, sem manipulá-las, sem tirar proveito das mesmas, é fazer ao outro o que a gente gostaria que fizessem para gente. Resumindo é simples assim, seguir o que Jesus nos deixou como mandamento – depois de amar a Deus sobre todas as coisas, devemos amar o próximo como a nós mesmos .

Já ser bonzinho é se deixar pisar, é se deixar explorar, é se deixar subestimar. É permitir que as pessoas abusem da nossa boa vontade.

Ser egoísta é pensar apenas nas nossas necessidades e sentimentos. É ignorar as outras pessoas. É ser incapaz de um favor ou gentileza para ver o outro feliz.

Ser alguém que sabe se autopreservar é entender que não devemos morrer de amor por quem nos despreza. É compreender que não devemos mendigar a amizade de pessoas que não fazem questão da nossa presença. É parar de justificar a crueldade daqueles que nos humilham. É deixar de sofrer por pessoas que não valem a pena, que nada acrescentam e só tiram a nossa energia.

Ser burro vai muito além de não dominar determinados conhecimentos e habilidades. Ninguém domina tudo.

Ser idiota é se achar melhor do que os outros, é usar o próprio conhecimento para oprimir, é distorcer as palavras do outro para agredir e causar polêmica vazia, é tratar mal alguém pelo simples fato desta pessoa pensar diferente, é usar termos grosseiros conhecendo termos educados para expressar uma opinião, é se achar o dono da verdade, é desconsiderar as conquistas alheias, é negar o que está diante dos olhos de todos, é subestimar a inteligência alheia, é achar que sabe o bastante, é ignorar a importância do conhecimento teórico e da prática reflexiva, é pensar com a cabeça dos outros.

Sim, precisamos de um mundo menos idiota. Com pessoas que pensam e questionam mais.

Precisamos de um mundo com menos frases feitas e estereótipos, que se preocupe menos com o molho e mais com o peru.

Precisamos de um mundo com mais papos filosóficos, com relações mais informais e afetivas.

Precisamos de um mundo com menos hierarquias, com menos necessidade de status, com menos preconceitos e regrinhas bobas, com menos consumismo, menos comodismo, menos superficialidade, menos jogos de palavras, menos culto ao corpo e mais culto à mente e à alma.

Precisamos de mais poetas e leitores, de mais artistas, de mais gente vocacionada, de mais gente desencanada, que anda com os sapatos velhos e uma roupa confortável. Precisamos de um mundo em que as pessoas possam rir alto, botar os cotovelos na mesa, dizer como se sentem. Precisamos de um mundo onde reine as ideias, o brilho dos olhos, o sorriso sincero, o calor de um abraço, a alegria de uma bebida compartilhada. Precisamos de um mundo com pessoas que saibam improvisar e se renovar mais. Precisamos de um mundo com máscaras sociais e religiosas queimadas Precisamos resgatar a criança que existe em nós. (Adaptado de texto de Silvia Marques)


Zé Augusto 
https://nossapercepcao.wordpress.com/

quarta-feira, 2 de março de 2016

Um Eu maduro ou imaturo



Vivemos na idade da pedra em relação aos papéis do Eu como administrador da psique. De quanto em quanto tempo fazemos a higiene corpórea, tomamos banho? A cada 24 horas? E a higiene bucal? A cada quatro ou seis horas? E a higiene mental? Por exemplo, quanto tempo temos para intervir quando somos invadidos por um pensamento perturbador, uma ideia autopunitiva, um estado fóbico? No máximo, cinco segundos.

Usando a metáfora do teatro, o nosso Eu, que representa a nossa capacidade de escolha, deve sair da plateia, entrar no palco da mente e fazer a higiene de modo rápido e silencioso enquanto está se processando o registro na memória da experiência angustiante. Como? Impugnando, discordando, confrontando, como um advogado de defesa faz num fórum para proteger o réu. Mas nosso Eu é lento demais. Não é educado para administrar a psique. Ele grita no mundo de fora e se cala no território psíquico. Faz, normalmente, o contrário do que deveria.

A grande maioria das pessoas dirige carro, mas não aprendeu a dirigir as próprias emoções, reações e pensamentos. Vivemos numa sociedade superficial e estressante, que todos os dias nos vende produtos e serviços, porém não nos ensina a desenvolver um Eu “gerente”, maduro, inteligente, cônscio dos seus papéis fundamentais. Como está seu Eu?

O cárcere psíquico é capitaneado por doenças psicossomáticas, depressão, discriminação, violência escolar, dificuldade de transferência do capital das experiências, Síndrome do Circuito Fechado da Memória, Síndrome do Pensamento Acelerado, culto a celebridades e padrão tirânico de beleza. Tais cárceres são evidências da crise do gerenciamento do Eu.

Com frequência, comento com meus alunos pós-graduandos em psicanálise e psicologia multifocal que uma das tarefas mais nobres e relevantes do Eu é mapear, esquadrinhar nossos fantasmas e reeditar nossas janelas traumáticas. De outro modo, podemos fazer parte do rol dos que falam sobre maturidade mas são verdadeiros meninos no território da emoção, pois não sabem ser minimamente criticados, contrariados e, além disso, têm a necessidade neurótica de poder e de que o mundo gravite em sua órbita.

Certa vez, perguntei a executivos das cinquenta empresas psicologicamente mais saudáveis do país: “Quem tem algum tipo de seguro?”. Todos responderam que tinham. Em seguida, indaguei: “Quem tem seguro emocional?”. Ninguém arriscou levantar a mão. Foram sinceros. Como podemos falar de empresas saudáveis sem mencionar os mecanismos básicos para proteger a emoção? Só fazemos seguro daquilo que nos é caro. Mas, infelizmente, a mais importante propriedade tem tido um valor irrelevante.

Em geral, esses profissionais são ótimos para a empresa, mas carrascos de si mesmos. Acertam no trivial, mas erram muito no essencial. E eu? E você? Ainda que possamos dizer que a mente humana é a mais complexa de todas as “empresas”, a única que não pode falir, infelizmente é a que vai com maior facilidade à bancarrota pelos descuidos inadmissíveis com que a tratamos. Ela não pode ser terra de ninguém e ficar vulnerável a todo estímulo estressante.

Sua emoção tem seguro?


Fonte:Do Livro de Augusto Cury  “Ansiedade – Como enfrentar o mal do século”

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Globalização


O texto a seguir foi escrito há mais de 30 anos e já apontava para o comportamento da sociedade em um mundo globalizado.

O que fazemos quando viajamos? Procuramos logo um Shopping com suas lojas, restaurantes e lanchonetes conhecidas?

A desterritorialização da cultura

Enzensberger (ENZENSBERGER, H. M. Com raiva e paciência. Rio de Janeiro, Paz e Terra. 1985) conta a história de um executivo alemão que foi mandado à China para projetar uma grande instalação industrial. Durante algumas semanas, devido às exigências de sua profissão, ele se vê obrigado a viver uma experiência amarga. Não fala chinês, desconhece os costumes locais, ressente-se da falta dos automóveis, encontra-se na contingência de partilhar um modesto quarto de hotel com outro viajante qualquer. De retorno a Hong Kong, sua conexão para voltar à Europa, respira aliviado. A paisagem que o cerca é sua velha conhecida. Mas por que um alemão sente-se em casa em Hong Kong? O que lhe é tão familiar neste lugar longínquo?

A história de Enzensberger, talvez uma fábula, recoloca o tema da desterritorialização. [...]
[...] Nos pontos mais distantes, Nova York, Paris, Zona Franca de Manaus, na Ásia ou na América Latina nos deparamos com nomes conhecidos – Sony, Ford, Mitsubitschi, Phillips, Renault, Volkswagen. 

Qual o significado disso? Que a mundialização não se sustenta apenas no avanço tecnológico. Há um universo habitado por objetos compartilhados em grande escala. São eles que constituem nossa paisagem, mobiliando nosso meio ambiente. 

As corporações transnacionais, com seus produtos mundializados e suas marcas facilmente identificáveis, balizam o espaço mundial. Biscoitos Nabisco, iogurte Danone, chocolate Nestlé, cerveja Budweiser, tênis Reebok  mapeiam nossa familiaridade. Sem essa modernidade-objeto, que impregna os aeroportos internacionais (são idênticos em todos os lugares), as ruas do comércio (com suas vitrinas e mercadorias em exposicão), os móveis de escritórios, os utensílios domésticos, dificilmente uma cultura teria a oportunidade de se mundializar. É a esta presença cheia, de um espaço desterritorializado, que Enzensberger serefere. 

A China Popular, para nosso executivo alemão,é um "mundo" distante, inóspito. Em seu território, tudo lhe é estranho. Em contrapartida, Hong Kong r representa algo próximo, um recanto povoado por coisas de sua vida prosaica (hotéis, padrão de refeição e de conforto, táxis etc.). 
Envolvido por uma miríade de objetos-mobílias, ele sente-se à vontade neste mundo-mundo. Familiaridade que se realiza no anonimato de uma civilização que minou as raízes gráficas dos homens e das coisas. (ORTIZ, Renato. Mundialização e Cultura. São Paulo, Brasiliense, 1994. p.105, 107-108)

E você se identificou com o alemão?



Fonte: Livro de Maria Lúcia A. Aranha e Maria Helena P. Martins "Filosafando, introdução à filosofia"