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sexta-feira, 15 de abril de 2016

A Trilha do Bezerro




Após cruzar florestas virgens,
Como fazem os bons bezerros
Um bezerro retornou para casa;
Mas uma sinuosa trilha seu rastro deixou
Como todos os bezerros deixam.
Trezentos anos se passaram desde então,
O bezerro está morto, eu acredito.
Mas seu rastro ainda permanece,
E a moral da história está aí.

No dia seguinte o rastro farejado foi
Por um cão solitário que por ali passou;
Então o sábio vaqueiro
Seguindo a trilha por vales e estepes,
Trouxe o rebanho atrás de si,
Como os bons vaqueiros fazem.
E desde então surgiu grande clareira na mata,
Pela velha floresta surge um caminho.

E muitos homens por ela foram e voltaram
E alargaram, arrumaram, ampliaram.
E proferiram palavras de justa ira
Por ser tortuoso tal caminho.
Mas mesmo a contragosto ainda o trilharam,
A primeira trilha daquele bezerro,
Por entre árvores e entre espinhos ficou sinuosa
Pois cambaleava enquanto caminhava.

Este caminho na floresta virou rua,
Que curva, vira e curva novamente;
Esta rua torta virou estrada
De pobres cavalos com suas cargas
Labutando sob o ardente sol
Numa viajem de três milhas e meia.
E assim por um século e um meio
Seguiram nos passos daquele bezerro.

Os anos voaram velozes,
A estrada virou rua de aldeia;
E antes que os homens dessem conta,
Virou avenida congestionada da cidade;
E logo rua central de uma metrópole renomada;
E homens há dois séculos e um meio andaram
Na trilha de um bezerro. a cada dia cem mil
Pessoas seguem o cambaleio do bezerro;

Tal tortuosa jornada vira rota de continente.
Por onde passam cem mil homens
Passou um bezerro, morto há trezentos anos.
E eles ainda seguem o caminho tortuoso,
E perdem cem anos por dia;
E assim prestam tamanha reverência
A tão bem firmado precedente.
A lição moral que isto ensina por mim é pregada;

Os homens são propensos a seguirem cegos
Ao longo das trilhas dos bezerros da mente.
E a trabalhar dia a dia, sol a sol.
Para fazer o que outros homens fizeram.
Eles seguem no rastro batido,
Pela beira e pelo meio, para frente e para trás.
Permanecendo ainda em seus tortuosos caminhos,
Mantendo o caminho que outros fizeram,

Eles fizeram do caminho uma trilha sagrada,
Ao longo do qual suas vidas se movem.
Como sorri o velho sábio deus da floresta,
Ele que viu o primeiro bezerro passar!
Ah! Muitas coisas este conto poderia ensinar -
Mas não sou ordenado para pregar.
- Sam Walter Foss




Fonte: http://www.midiaindependente.org/

quarta-feira, 30 de março de 2016

Considerações sobre a Amizade




Um dia, um discípulo perguntou a Budha:
- Mestre, o que é a Amizade?
Budha sorriu docemente e respondeu:
- Nada mais do que uma bengala forte e segura.

O discípulo, depois de muitas semanas de meditação, voltou à presença do Mestre e indagou:
- Como se pode comparar a Amizade com uma simples bengala? Com um pedaço de pau?

Budha levou o discípulo até a margem de um rio e mostrou-lhe a neblina baixa que impedia de enxergar o outro lado e falou:
- Imagine que você tem de atravessar este rio e que a neblina não lhe permite ver além de uns poucos passos à sua frente. A trilha de pedras, que é o único caminho para o outro lado, é formada por rochas lisas, redondas e parcialmente cobertas pela água. É uma trilha muito perigosa... Uma queda, um escorregão, e não haverá como se salvar. O que é que você faz?

Novamente o discípulo se recolheu para meditar sobre as palavras de seu Mestre e, depois de outras tantas semanas, voltou para dizer:
-Eu faria uso de uma bengala, meu Mestre. Seria esse o sentido da Amizade?

E Budha respondeu:
- Sim. É esse o sentido da Amizade. Uma bengala, um apoio que será o seu auxílio para atravessar o Rio da Vida sem ter receio de escorregar em cada uma de suas etapas. A bengala é como a Amizade, firme, segura, eficiente, capaz de sustentar o seu peso num momento difícil, numa passagem que somente as suas pernas não seriam capazes de aguentar, mas com o apoio da bengala, você cria novas forças, você adquire uma nova energia e se torna capaz de vencer o obstáculo. E é por isso que a Amizade, como a bengala, tem de ser firme e forte. Às vezes, ela precisa aguentar todo o seu peso. E é também pelo mesmo motivo que a Amizade, como a bengala, deverá ser bem cuidada. Para que nunca se deteriore, para que não apodreça e se torne, de repente, frágil e quebradiça. Uma amizade é algo vivo, algo que necessita de cuidados para não morrer.

O discípulo recolheu-se novamente por mais algumas semanas. Finalmente, ao tornar a aparecer diante do Mestre, falou:
- Mestre, sendo a Amizade o ponto de apoio dos homens, quando todos se encostarem uns aos outros, todos se apoiarem mutuamente, então, nesse dia, não haverá mais nenhum que venha a cair nas águas do Rio da Vida... Não é assim?

Budha não respondeu. Limitou-se a olhar para a frente, os olhos perdidos no infinito de suas meditações.

Talvez estivesse lamentando o fato de saber que isso jamais viria a acontecer.






Fonte: http://www.ryoki.com.br/

terça-feira, 29 de março de 2016

O Açougueiro e o Cachorro



O açougueiro estava em sua loja e ficou surpreso quando um cachorro entrou. Ele espantou o cachorro, mas logo o cão voltou. Novamente ele tentou espantá-lo, foi quando viu que o animal trazia um bilhete na boca.

Ele pegou o bilhete e leu:
- Por favor, quero doze salsichas e uma perna de carneiro.

Com o bilhete havia R$ 50,00 Então o açougueiro pegou o dinheiro, separou as salsichas e a perna de carneiro colocou numa embalagem plástica, junto com o troco, e pôs na boca do cachorro.
O açougueiro, que estava surpreso com o acontecido decidiu seguir o animal. O cachorro desceu a rua, quando chegou ao cruzamento esperou o sinal fechar e atravessou a rua.

O açougueiro observou o cão  que parou em uma casa, deixou as compras na calçada e se atirou contra a porta. Tornou a fazer isso. Ninguém respondeu na casa. Então, o cachorro circundou a casa, pulou um muro baixo, foi até a janela e começou a bater com a cabeça no vidro várias vezes.
Depois disso, caminhou de volta para a porta, e foi quando alguém abriu a porta e começou a bater no cachorro.

O açougueiro correu até esta pessoa e o impediu, dizendo:
-O que você está fazendo? O seu cão é um gênio! A pessoa respondeu:
- Um gênio? Esta já é a segunda vez esta semana que este estúpido esquece a chave!!!




Autor Desconhecido

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Síndrome do Sapo




De acordo com o mito se você colocar um sapo numa panela de água fervendo ele pula fora e salva a própria vida. Mas, se você colocar o sapo numa panela de água fria e for esquentando a água aos poucos, ele não percebe a mudança da temperatura e morre cozido.

Mas porque o sapo não pula quando a água começa a ficar quente?
Será que ele não sente que a água esquentou?

Vamos tomar a personalidade dele, enquanto água está esquentando, e verificar o que se passa na cabeça do sapo.

·         28 Graus - Humm que água gostosa...

·         32 Graus - É... a água está boazinha...

·         36 Graus - Esta água está ficando sem graça, será que está esquentando? Bobagem! Por que a água iria esquentar? Deve ser impressão minha.

·         38 Graus - Estou ficando com calor... Que droga de água! Ela nunca foi quente, por que está esquentando?

·         39 Graus - Essa água é uma porcaria! Melhor nadar um pouco em círculos até a água esfriar de novo.

·         40 Graus - Esta água é muito quente , humm que ruim! Vou voltar lá para aquele lado que estava mais fresco ou será que é melhor esperar um pouco?

·         42 Graus - Realmente, esta água está péssima, quente de verdade, tenho que falar com o supervisor das águas. Claro, eu podia pular fora, mas onde será que vou cair? Melhor esperar só mais um pouquinho.

·         43 Graus - Meu Deus! Será que eu tenho que fazer tudo por aqui? Já reclamei e ninguém toma uma atitude?

·         44 Graus - Mas este supervisor de águas não faz nada? Será que ninguém nota que a água está super quente? Vou esperar mais um pouco...

·         45 Graus - Se ninguém fizer nada eu vou fazer um escândalo.... Aiiiii que calor!

·         46 Graus - Eu devia ter pulado fora quando eu tive oportunidade, agora é tarde. Estou sem forças.

·         48 Graus - "sapo morto"

Moral:  devemos mudar as situações que incomodam antes que elas nos destrua.





Fonte:  textosmeditativos.blogspot.com.br

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Torta de Maçã e Café

Um homem emigrou para a cidade de Nova York, mas como não sabia inglês, precisava da ajuda dos amigos para o ensinarem. Com facilidade encontrou um emprego em um armazém e aprendeu, com seus amigos, algumas palavras para o uso do dia a dia. Porém no almoço passava fome porque não sabia pedir. Finalmente solicitou a ajuda dos amigos.
– O que você quer comer no almoço amanhã? – Perguntou o amigo.
– Torta de maçã e café. – respondeu ele em sua língua.
Então seus amigos o ensinaram como dizer “torta de maçã e café” em inglês. Ele praticou a noite inteira e na manhã seguinte. Na hora do almoço foi até o Café mais próximo sentou-se ao balcão.
– O que deseja? – perguntou a garçonete.
Pronunciando devagar e claro, o homem disse:
– Torta de maçã e café.
Veio rápido como um relâmpago. Ele ficou muito contente.
Durante o resto da semana, na hora do almoço, ia ao mesmo café e dizia:
– Torta de maçã e café. – e recebia o que queria, embora as palavras, para ele, não passassem de um amontoado de sons.
Após algum tempo, cansou-se da torta de maçã e café no almoço, então procurou novamente os amigos.
– O que você quer comer? ­– Perguntaram eles, mais uma vez.
– Que tal um sanduiche de presunto? – Respondeu ele.
Então o ensinaram como dizer “sanduiche de presunto”, e ele treinou o dia inteiro e na manhã seguinte.
Na hora do almoço, foi todo feliz para o Café.
– O que deseja hoje? – Perguntou a garçonete.
– Sanduiche de presunto – disse ele com a maior clareza possível.
– Pão preto ou branco? – Perguntou a garçonete.
– Torta de maçã e café. – respondeu o homem, conformado.
Às vezes aprender alguma coisa nova pode ser mais difícil do que parece. Se pretendemos crescer e mudar, porém, a dificuldade de aprender novas coisas é inevitável.


História contada pelo comediante Danny Thomas